Maternidade ‘Tardia’

Boa tarde meninas 🙂

Hoje o post é sobre maternidade tardia. Em pesquisas feitas para escrever, me deparei com dois textos interessantes que sugiro a leitura. O primeiro da psicóloga portuguesa Cláudia Morais de 2012 (http://www.apsicologa.com/2012/10/maternidade-tardia.html) e o segundo da Gazeta do Povo de 2015 (http://www.gazetadopovo.com.br/saude/hora-de-falar-sobre-maternidade-tardia-ao5uzxi1v5dtt3u1wgjbjh7iy), houve um aumento de 17% no número de mulheres que engravidam na faixa etária de 35 a 40. Os referidos textos circunscrevem as circunstâncias pelas quais muitas mulheres ‘optam’ pela maternidade ‘tardia’ e a falta de políticas de governança para a temática.

Faço uma reflexão de minha situação, cresci em um ambiente extremamente machista, onde a mulher não podia trabalhar, devia ser ‘do lar’, ter filhos e ser a ‘responsável’ pela educação dos mesmos. Acabei quebrando as regras do jogo (o que não é nada fácil), ‘optei’ por estudar, me qualificar e trabalhar, para ‘não depender de pai, nem de irmão e muito menos de marido’. Não quero fazer juízo de valor, apenas reporto a minha vivência, que é parecida com a de tantas outras mulheres. Aos 36 anos, ano passado, decidi (juntamente com meu marido) que estava no momento certo para ter nossos filhos, então, eis que me deparo com a infertilidade (obstrução bilateral tubária – desespero….)

Atualmente os tempos são outros (a pílula anticoncepcional libertadora…) e nós mulheres, ‘optamos’ por trabalhar e chefiar várias famílias, ‘optamos’ por trabalhar fora e continuar com as tarefas domésticas (sim, na realidade o que conquistamos foi um acúmulo de tarefas), ‘optamos’ também por estudar e nos estabilizarmos profissionalmente e também financeiramente, de modo que, ter filhos passou a ser uma decisão a posterior, daí a maternidade ‘tardia’ (digo isto por própria experiência). Cláudia Morais destaca que:

A verdade é que nem todas as mulheres “escolhem” ser mães numa fase mais tardia. A verdade é que ser pai ou mãe depois dos 40 pode muito bem resultar da inexistência de condições básicas que permitissem que, antes disso, esse passo fosse dado. Para além do óbvio […] há mulheres (e homens) que aos 35 ou aos 40 anos ainda não encontraram a tão desejada estabilidade conjugal. Há mulheres (e homens) que, ao contrário do que acontecia há décadas atrás, colocam um ponto final a um casamento que apodreceu abdicando, assim, da possibilidade de serem mães (e pais) jovens.

Mais do que nunca, casais que decidem ter filhos, devem ‘optar’ JUNTOS pelas divisões das tarefas e pela criação dos filhos, não cabe mais atribuir somente à mulher o papel de genitora e de  ÚNICA responsável por ‘escolher’ ter filhos mais tarde.

Nós mulheres, carregamos um peso árduo, de que determinadas tarefas competem unicamente a nós, precisamos quebrar as regras do jogo e nos posicionarmos como mães e futuras mamães (de meninos e meninas) que criarão seus filhos(as) tendo como base a igualdade de gênero, a temática da maternidade ‘tardia’ é complexa e merece ser amplamente discutida, para que as futuras gerações sejam conscientes de seus direitos e deveres em conjunto.

matrnidade pai

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